Na vídeo-aula anterior dessa série, foi explicada a ideia (defendida pela neurociência congnitiva atual) de que o nosso cérebro não foi feito para o raciocínio e que fugimos dele sempre que podemos. Mesmo assim, a humanidade aprende e produz conhecimento incessantemente. Como pode ser isso? Assista ao vídeo de hoje para entender:
- como a natureza tenta compensar a nossa dificuldade para raciocinar?
- qual a situação ótima para aprendizagem em termos dos desafios cognitivos enfrentados?
- quais as implicações práticas que podem acelerar e aumentar a sua capacidade de aprender?
Vamos lá?
Leia aqui a transcrição desta vídeo-aula.
Não esqueça de comentar!


Olá Ana, tudo em ordem?
Nossa suas video aulas são d+.
Estou acompanhando sempre
Posso divulgar sua vídeo aula em meu blog?
Quem sabe não fazemos uma parceria.
Parabéns
Oi, Gustavo.
Obrigada pelos elogios! Divulgue à vontade, POR FAVOR!!
Estou te adicionando no twitter, ok?
Abçs,
Ana
Opa Ana,
Primeiro de tudo, suas vídeo-aulas são ótimas!
Eu achei esse “modelo hedonista” sobre a aprendizagem completamente furado! Pode até funcionar para bebês ou pessoas em estados vegetativos!
Pessoas que sabem o que querem ou que tem um propósito não são completamente pautadas (consciente ou inconsciente) pelo prazer , como parece sugerir tal “modelo” proposto por tais psicólogos cognitivistas.
As pessoas se motivam para aprender, também pelo prazer, mas não só e nem sempre pelo prazer. Em vários situações de aprendizagem este “hedonismo” não sobrevive aos fatos!
Já precisei aprender algo porque era uma exigência profissional ou porque era uma exigência racional. E, não fiquei de “mimimi” preciso de prazer para aprender
Você mesmo, já disse em outra ocasião, que precisou aprender programação por que tinha que manter o emprego. Foi lá e fez! Nem sempre essa “motivação interna” é alimentada pelo “prazer”.
Agora, fora isso, as dicas são ótimas para aqueles que gostam/precisam de discursos motivacionais para aprender.
PS: Acho que qualquer modelo, inclusive os “psicológicos” tem domínios de validade finitos. Não se pode dar aos modelos uma validade universal.
abs
Oi, Sérgio, bom te ver por aqui… obrigada pelos elogios.
Rapaz, acho que fui MUITO mal-interpretada nessa aula, porque deu a maior polêmica lá no twitter também…. rsss….
Acho que vou ter que escrever um artigo sobre isso mais tarde!
A ideia do “prazer” que eu tentei (e pelo jeito não consegui) explicar está mais num nível neurológico mesmo. Não tem nada a ver com esse oba-oba de que tudo tem que ser “divertido” para motivar os alunos a aprender. Professor não é animador de programa de auditório!!
Deixa eu ver se consigo explicar em poucas palavras: suponha que você tem que aprender uma coisa por necessidade, e não por um interesse mais profundo. Por exemplo, uma daquelas disciplinas que a gente nunca sabe porque está fazendo… O que os neurocientistas defendem, é que mesmo nesses casos, se você se defronta com um desafio cognitivo (um problema para resolver, um texto para escrever, um conceito para entender) e consegue superá-lo, isso provoca uma sensação de prazer, MESMO QUE VOCÊ CONTINUE NÃO GOSTANDO MUITO DO ASSUNTO EM SI. É o prazer de superar um desafio, de resolver um problema, de se sentir capaz. Isso também não quer dizer que não teve trabalho duro por trás. Aliás, pessoalmente, eu acho que quanto mais duro o trabalho, maior a sensação de prazer (ou satisfação pessoal) no final. Como eu coloco lá no vídeo, se for muito fácil, fica sem graça. Mas se for muito difícil à ponto da pessoa ficar perdida, é desmotivante. E a não ser que a pessoa tenha as ferramentas para respirar fundo e desbravar aos poucos (é o autodidata) ou tenha o apoio de alguém que saiba conduzir o processo (é o bom professor), ela empaca e põe a culpa na disciplina (ah, eu odeio matemática!).
Bom, é mais ou menos isso, mas eu vou refletir mais e fazer um post sobre isso, blz?
Abraço grande.
Olá Ana ..olha eu por aqui de novo..
Então ok vou publicar lá no blog suas vídeo aulas…Muito Obrigado
depois te passo o link
Mas gostaria de sugerir uma nova video aula…to abusando já hein!
Você comentou que conseguiu aprender inglês sozinha. Eu estou na mesma
situação tenho um inglês intermediário e minha meta para esse ano é tornar
fluente.
Gostaria que você passasse umas dicas sobre como foi seu processo de
aprendizagem. Comprou algum material ou foi tudo on-line mesmo?
Desde já agradeço pela atenção
Abraço
Oi, Gustavo,
uma aula nessa linha já está nos meus planos, deve sair algum dia desse mês ainda (março). Isso vai aparecer também mais tarde como uma das histórias de aprendizagem, fique atento! Obrigada pela sugestão.
Abraço
Ah, sobre o material. Foi tudo online. Depois de alguns meses, eu comecei a pagar U$10 por mês para ter acesso à mais recursos no site, mas não é necessário. Dá pra aprender sem tirar um tostão do bolso.
E quanto à divulgação, eu só peço que você sempre que usar um vídeo meu me dê um backlink para o blog, ok?
Opa Ana
Obrigado pela tréplica. Essa explicação do “prazer neurológico” faz toda diferença
Talvez eu tenha implicado tanto com a palavra “prazer” por conta deste “oba oba”que você citou!
Claro que uma motivada e uma piadinha vai bem, mas quem quer aprender tem que ter em mente que precisa fazer esforço.
Quanto ao lance de se escolher um desfio adequado, concordo… o problema prático é que em turmas de 35 (ou mais alunos) é difícil que os problemas estejam nesta “faixa ótima” para todos.
Por isso que esta ideia de ensino de massa é ineficaz… num futuro não muito distante(?) as pessoas vão configurar seus próprios PLEs (Personal Learning Enviromment).
abs
Oi, Sérgio,
hoje vai sair um artigo em que eu escrevo um pouco mais sobre tudo isso. Me “bateram” no twitter também por causa do “prazer”.
Realmente, em turmas de 35 alunos, não vai ser o professor que vai dar conta disso para cada um. E esse é o problema, a gente está criando gente dependente demais do professor! No texto de hoje eu falo um pouco disso. Eu acredito piamente que o futuro é dos autodidatas, quem ficar esperando “mastigadinho na boquinha” vai morrer no ninho… rsss….
Abraço.
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É Ana eu sei bem o que é isso, pois sou professora de Matemática.
Abraço
Oi, Ana Lúcia, confesso que fiquei confusa com o seu comentário. O que é o “isso” a que vc se refere?
Abração,
Ana
Oi, Ana!
Concordo plenamente quando diz “quanto mais duro o trabalho maior a sensação de prazer”.
Passei recentemente por algo parecido: tive que aprender um assunto sobre o qual não sabia de nada para poder ajudar uma pessoa a fazer um artigo. Foi árduo o trabalho, mas muito gratificante. Poderia ter dito simplesmente que não poderia ajudar por não saber sobre o tema do artigo, mas perderia a chance de aprender.
Aprender por necessidade, por pressão , ou algo do tipo, é muito mais estimulante e conseguir chegar a um bom resultado é muito mais!
Agora entendi sobre o prazer no contexto da vídeo aula.
Muito boas suas dicas. Não sabia do método “dividir pra conquistar”. Achei interessante.
Abraço.
O prazer da conquista é imbatível, né?
Abraço,
Ana
Oi Ana
Eu gostaria de colocar alguns comentários sobre a sua série de aulas que trata de aprendizagem.
Eu li o livro do Daniel (já tem versão em português) Gostei muito, me identifiquei com o pensamento dele e por isso, talvez tenha compreendido melhor a sua aula Como você mesma diz (e eu sempre fiz) se a genta vai para aula tendo estudado o assunto antes fica bem melhor.
Eu entendo que o prazer está na vontade de vencer desafios. Por outro lado defendo a idéia que para ter esta vontade temos que ser curiosos. Infelizmente, quase sempre, toda nossa educação familiiar é voltada para tolhir a curiosidade. Criança adora perguntar e adulto, em geral, não gosta de responder porque, às vezes, tem que pensar para responder e pensar cansa. Aí entra a tese do Daniel.
Eu sou técnico de eletrônica há 50 anos e sempre gostei de resolver os probelmas ditos insoluveis. Faço pintura em tela por hobby (estou me preparando para a aposentadoria daqui a um ano e pouco). Gosto de pintar as coisas dificeis porque as fáceis não tem graça. Todo mundo faz.
Em resumo: para ter prazer em aprender, seja lá o que for, temos que ser curiosos.
Se o nosso nível de curiosidade é baixo ficamos desistimulados a estudar seja lá o que for.
Agora vou falar como aprendi ingles e adquiri fluência.
Por conta da minha curiosidade sempre quis ler artiigos de eletrônica que, na minha época, só existiam em inglês. Assim juntei o ingleszinho da escola com um dicionario e fui em frente, Com isso fui adquirndo vocabulário, mas faltava a fluência.
Anos mais tarde fui trabalhar com gringos e aí ou aprendia a a falar ou aprendia a falara Não tinha jeito. Entrei num curso de ingles E estudava ingles 24 horas por dia. Colocava um fonte no ouvido, um gravador de fita (ah se um tivesse um MP3, mas 1978 !!!!) e ficava ouvindo música americana com Frank Sinatra, Sara Vaugham e gente desse naipe Aproveitava todo o tempo para conversar com os mues “colegas” gringos. Eles querendo aprender porutuguês e eu ingles.
Mas, posso dizer que o que me ajudou muito foram as músicas, Tentar entender palavra por palavra. “Tirar” a letra da música para o papel que beleza. Ai quando não c onseguia mesmo recorria a minha professora ou a um dos “colegas”.
Há mais de quinze anos não falava inglês com ninguém. Aí de repente me vi forçado a falar com uma pessoa que acabara de chegar ao Brasil. Não é qeu foi tudo começando a sair e fluir. Eu fiquei abismado. Minha memóra de longo prazo funcionou.
That´s all folks !!!!!
É isso aí, Paulo. A curiosidade é mesmo fundamental. Tem video-aulas sobre isso também, aqui: http://www.videoaulasbyana.com.br/curiosidade-aprend01/ e aqui: http://www.videoaulasbyana.com.br/curiosidade-aprendizagem2/.
Pois é, muitas vezes as pessoas aprendem línguas na marra mesmo. O meu caminho foi meio parecido, com a diferença que já havia mp3… rsss….
Abraço,
Ana
Eu amo seu blog obrigada continue sempre com ele por favor
Olá Ana!
Quanta polêmica! fiquei até um pouco confusa, você estava se referindo ao sistema de recompensas, certo?
Eu como sempre assisto seus vídeos do ponto de vista do autodidata, achei que fez muito sentido para mim. Eu imaginei alguém que busca novos conhecimentos de forma pessoal, e logo, que pode fazer escolhas mais prazerosas. Aliás, quando eu consigo atingir uma meta em aprendizagem, faço uso de um reforço positivo para mim mesma. Mas, como você mesma costuma dizer: ninguém é dono da verdade. Particularmente para mim, valeu!
A polêmica foi em torno da ideia de que “tudo” em aprendizagem tem que ser prazeroso, o que obviamente é uma distorção da ideia toda. Aprender é trabalho duro, mas tb está associado a mecanismos básicos de prazer. Mas como vc disse, isso é só um ponto de vista.
Abraço.
Ana, tá cada vez melhor o blog,
Isso se aplica muito bem quando você lê novamente um livro, mas num outro momento da vida, a interpretação é completamente diferente, pois o teu nível cognitivo está muito mais avançado e pode não ter acompanhado as ideias do autor na época.
Obrigada, Arthur!
Já passei por essa do livro também. Chega a ser engraçado, né? Parece outro livro!
Oi Ana, sempre que assisto aos seus vídeos entendo perfeitamente a mensagem que você deseja passar.Sua didática é ótima.Além de estar na expectativa da aula que você falará sobre o aprendizado de outro idioma(vou inclusive adquirir seu curso de inglês on-line), gostaria de saber da possibilidade de uma vídeo-aula dobre os diversos métodos de aprendizagem e retenção de informação, como Kumon, repetição espaçada, super-learning, mapas-mentais, imersão total, etc.Um enorme abraço e sucesso sempre!!!
João Carlos
Obrigada, João!
Algumas desses assuntos já tem no blog, é só usar a caixa de busca.
Ana, parabéns pela aula minha mestra!
Tenho uma experiência que aconteceu comigo e foi bem legal. Foi com a temida Matemática…
Fiz 8 meses de Engenharia e nos primeiros meses tivemos uma revisão com uma professora, que lecionava apenas matemática.
A primeira pergunta que ela fez foi: Quem aqui não gosta de matemática?
Eu fui um dos raros que levantaram a mão…
Ela explicava tão bem e eu estudei tanto naqueles meses, que consegui tirar um 7,5 na prova dela. Foi uma conquista para mim. Estudei muito e tive prazer em atingir um bom resultado (pelo menos eu achei, rsrs).
Entendi perfeitamente este prazer no qual você se refere. A conquista é prazerosa e motivadora, por mais que seja através de trabalho duro. Às vezes passamos até a gostar da matéria… Aconteceu várias vezes comigo.
Grande abraço e fique com Deus!!!
Joaquim
Que história bacana, Joaquim! Parabéns, para quem não gosta de matemática, foi um feito e tanto mesmo!
Legal te ver por essas bandas de novo.
Abraço,
Ana
Ótima vídeoaula. Estou aprendendo muito aqui.
Obrigado!
Olá,
A mediação é indispensável a aprendizagem. Exemplo: a aquisição da leitura e escrita.
O nosso foco aqui é aprendizagem de adultos letrados, Pedro. O que eu defendo é uma educação para as crianças (e iniciantes de todo tipo) que as torne aprendizes autônomos, ao contrário da dependência eterna que é fomentada hoje em dia.
Boa tarde Ana…
Em primeiro lugar gostaria de parabeniza-la, suas aulas são o máximo e eu poderia ficar horas e horas aqui kkkk
Tenho colocado bastante em prática tudo o que venho vendo aqui, pois sou professora de uma escola de estimulações cerebral.. e sei da importancia de incluir na aprendizagem os conhecimentos da neurociencia…
Simplesmente fantástico essa questao de dividirmos o que é dificil, tenho tentado aplicar isso em minhas aulas, ir variando o nivel de dificuldade dos alunos para que eles possam desenvolver esse raciocinio, tambem queria dizer que concordo plenamente que professor nao é apresentador de standup kkkk porem nos nao podemos nos esquecer da importancia da dopamina no desenvolvimento de nossos alunos, e aquela piadinha que fazemos na aula é sempre aquilo que o aluno vai guardar.. fato…
beijinhos boa semana